sábado, 4 de fevereiro de 2012

O tempo....


" Temos muito tempo… Mas o tempo é qualquer coisa que se corta num golpe súbito de tesoura, quase sempre sem aviso. Três semanas, três anos, trinta anos… O tempo é apenas tempo. É água que escorre entre os dedos das mãos.

A verdade é que não temos muito tempo.

Enquanto cometemos a tolice de ir vivendo como se fôssemos viver… sempre, a nossa vida está às escuras, à espera de um acto de coragem que lhe dê cor e sentido."

Paulo Geraldo


Mas, apesar de tudo, estamos constantemente a dizer que não temos tempo.

Estamos sempre a encontrar desculpas para adiar um encontro de amigos, uma conversa, um telefonema, um simples abraço...

Acreditámos que temos tempo para os afectos, enquanto perdemos tempo a lutar por objectivos que, na maioria das vezes, nem conseguimos alcançar.

Alguns, em busca da satisfação de egos e/ou de mais uns "tostões" no final do mês, vendem os seus valores, os seus princípios e até os seus afectos.

Outros, escondidos na máscara da indiferença, vão levando a vida sem a viver.

E, de um dia para o outro, tudo termina. E todos terminamos da mesma forma. A única diferença é que uns partem mais cedo que outros.

Valeu a pena ?
 
Nota - Post com algumas alterações a um que foi aqui publicado a 25 de Janeiro de 2011. Porque perdi os meus avós, os meus pais, alguns amigos e quase que me perdia a mim própria no ano passado devido a uma doença que não escolhe raça, sexo e idade . Porque hoje é o dia mundial da luta contra o cancro.


E porque amanhã pode bem ser tarde de mais...



7 comentários:

Karochinha disse...

Ni, uma doença como esta ensina a encarar o tempo como um bem táo precioso quanto a àgua que precisamos para sobreviver, devemos sempre usá-lo em todo o sentido da palavra, não ficando nada por dizer, a quem amamos, relativizando problemas menores, aprendendo a olhar em vez de apenas ver...e a apreciar cada segundo na companhia de quem muito queremos sempre connosco. A minha Mãe é a valente e vitoriosa da família.
Beijocas nossas ;)

NI disse...

Sem dúvida alguma. Infelizmente, na minha família a doença levou a melhor e levou quem eu amava cedo de mais. Mas foram um exemplo de luta e de tenacidade até ao fim. E foi o exemplo de cada um deles que me ajudou a enfrentar a doença no ano passado. E, obviamente, aprendi a dar valor ao tempo e a aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos.

:)

Beijo

Sairaf disse...

Foi há sete anos que a doença levou a mulher que me ensinou que os 63 anos que este casada com o meu avô não foram suficientes para lhe dizerem que o amava. Foram poucas as vezes, foram poucas as demonstrações e cuido dele sempre com todo o amor e carinho até ao dia que ele partiu, a solidão de não ter e de ter um cancro, degastou-a,mas ensinou-me que o abraço e o carinho é o melhor taço que podemos deixar nesta vida.
Abraço doce :)

Confuskos disse...

Todos nos devíamos ter presente a efemeridade da vida!

Já não vejo os meus pais há mais de um mês, por estes dias anda-me a bater a saudade, mas a vida levou-me a tomar opções, mas o meu maior medo será sempre, "o tempo, não me dar tempo"...

Beijinho amiga*

NI disse...

Sairaf, sem qualquer dúvida.

Confuskos, e o tempo não dá tempo.

Beijos

desejo disse...

(s)cem palavras...

:)

Malena disse...

Subscrevo na totalidade! Já perdi gente demais para não me lembrar sempre que temos mesmo que aproveitar as pessoas enquanto as temos!!
:)

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Porque não defendo:guetos, delatores pidescos, fundamentalismos e desobediência civil. Porque defendo o bom senso